Avisos Paroquiais
Receba nosso informativo diretamente em seu e-mail.
TEMA: “EXIGÊNCIAS DO SER CRISTÃO”

10/09/2013

8/9/2013

23º DOMINGO DO TEMPO COMUM – ANO C

Sb 9,13-18; Sl 89; Fm 10,12-17; Lc 14,25-33

TEMA: “EXIGÊNCIAS DO SER CRISTÃO”

Lucas hoje nos mostra um episódio ocorrido no período em que numerosas multidões seguiam Jesus. As pessoas pareciam sedentas por seus ensinamentos.

Jesus indica as pessoas que formam a multidão ao seu redor que o caminho de seu seguimento não é assim tão simples, não é apenas palavras bonitas. Seguir Jesus, no contexto da história da salvação, significa a adesão total a uma pessoa que propõe um programa de vida. O seguimento exige desapego até mesmo das pessoas mais queridas e requer que cada um tome sua cruz, ou seja, assume integralmente sua condição de discípulo/a missionário/a. Embora a caminhada não seja fácil, seu fim não está na cruz em si, mas no que vem depois dela: Jesus não terminou sua vida na cruz, mas a completou na ressurreição. Quer olhando para cruz, quer olhando para a ressurreição, a opção deve ser feita apressadamente. Assim como o construtor calcula os gastos para edificar uma obra e um rei calcula as forças que tem para enfrentar o inimigo, também quem quer seguir Jesus deve ter consciência do quanto lhe será exigido. A exigência de Jesus é radical: “se não renunciar a tudo o que tem, não pode ser meu discípulo!” Esta renúncia diz respeito, ao esvaziamento de si mesmo, para se deixar preencher pelo próprio Cristo, através do Espírito Santo.

São Paulo escrevendo a Filêmon, mostra concretamente a vivência do desapego. Diz ele sobre Onésimo: “meu filho que fiz nascer na prisão para Cristo {. . .} ele é como o meu próprio coração”. Então evidencia sua profunda doação interior ao revelar a Filêmon que “gostaria de retê-lo junto de mim”, porem “o estou mandando de volta a ti”. Esta passagem ilustra o evangelho lido hoje: o desprendimento de Paulo em relação a Onésimo concretiza de algum modo as palavras de Jesus, ao ensinar que alguém quer segui-lo mas não desapega dos que lhe são queridos, não pode ser discípulo. Lembremos que este desapego não significar abandonar familiares e amigos, mas atribuir a primazia a Deus. É colocar o projeto de Deus a frente de todos os projetos. Tudo, desde os afetos até as posses materiais, é inserido no plano de Deus que cada um assume livremente. “Se não renunciar a tudo o que tem, não pode ser meu discípulo, isto é, aquele que não estiver disposto a ter sempre como primeira opção os valores de Jesus, mesmo que isto exija-lhe  abrir mão do que tem ou do que desejaria ter, não pode pertencer inteiramente ao grupo de discípulo, senão será sempre um discípulo incompleto.

A reflexão sobre o livro da Sabedoria nos leva a perceber que não nos é possível conhecer os desígnios de Deus senão pela sabedoria que ele mesmo nos oferece. A sabedoria vinda do espírito de Deus é que nos conduzirá e nos permitira aprender o que agrada a Deus e nesta direção, encaminhar nosso fazer, nosso ser, nosso viver.

Por isso não cansemos de pedir como o salmista: “dai ao nosso coração sabedoria, tornai fecundo, ó senhor nosso trabalho”.

 

Pe. José Afonso de Souza                                                  

Jacareí, 08 de setembro de 2013

Fonte: Roteiro homiléticos, CNBB – ano c - 2013

Voltar

 
| Política de privacidade